O QUE É PRECISO PARA SER UM “PAI OU MÃE DE SANTO”?

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Ser um Zelador (a) de uma Casa de Santo não é uma tarefa fácil. Muitos Filhos de Santo almejam tal posição, e até mesmo ficam chateados quando lhes é dito que não carregam cargo para tal. Na visão de muitos ser um Babá ou Yá é ter “superpoderes” e status dentro de uma comunidade. Longe disso. O status que carregam consigo não paga as responsabilidades e os espinhos no caminho encontrado por um Babá ou Yá, que além de ser humano, portanto possuir todas as preocupações normais de uma pessoa como saúde, trabalho e família ainda dispõe de energia para cultuar nossos amados Orixás, orientar seus Filhos e ajudar a quem lhe procura, muitas vezes colocando suas necessidades e problemas de lado, mesmo não sendo reconhecido e o que é pior, criticado por quem devia estar lhe ajudando.
Mas não cabe reclamação, é uma missão linda e de extrema importância onde a preocupação é a vontade de N’Zambi e dos Orixás, e a qual, um verdadeiro Babá ou Yá não se negaria a cumprir em infinitas encarnações.
E quais os requisitos necessários para cumprir a tarefa de liderar uma casa de Santo? Precisa ser Velho? Não, idade muitas vezes não tem a ver com experiência e sabedoria. Estes dois predicados vem através do estudo, da dedicação e paciência, portanto, deve-se buscar o conhecimento, a experiência e o auto-aperfeiçoamento para nos tornarmos melhores, e assim termos condições de tornar nossos Filhos melhores.
Não precisa ser psicólogo, mas tem que saber ouvir e procurar entender o ponto de vista alheio, para que possamos orientar melhor quem nos procura. Afinal orientar e educar são funções primordiais de um Pai.
Não precisa ter diplomas, ser uma pessoa culta, falar diversos idiomas, mas sim ter conhecimento e falar aquilo que é a Lei N’Zambi se fazendo entender pelos homens e pelos Orixás.
Não precisa prever o futuro, mas precisa trabalhar no presente, através da fé e do conhecimento da Lei de Divina, para que o futuro de quem depende dele seja o melhor.
Não precisa curar e fazer milagres, isto é um atributo que cabe a N’Zambi e ao Orixás, nós só somos instrumentos de trabalho. Um Babá ou Yá deve buscar as curas físicas e espirituais de quem lhe procura, mas dentro da Lei Divina, ou seja, dentro daquilo que é merecido, mas sempre buscando a cura da alma, o fortalecimento da fé e a resignação perante a vontade de N’Zambi.
Não precisa de dinheiro, e sim de nobreza de caráter e de espírito. Um Babá ou Yá tem que ser o exemplo, procurando sempre a retidão de atitudes, o reconhecimento de suas falhas (afinal somos todos humanos) e a correção de seus erros. Com isso terá evolução moral, espiritual e o respeito de seus Filhos, bem como o reconhecimento Divino. Não há dinheiro que pague isso.
Por fim, um Babá ou Yá deve ser o representante de tudo aquilo que significa nossos amados Orixás, e incentivar este comportamento aos seus Filhos e a quem lhe procura.

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