Africanos

FORMA DE APRESENTAÇÃO E DE TRABALHO

Companheiros espirituais ainda pouco conhecidos na Umbanda, os Caboclos Africanos são en­tidades fortes, fiéis e muito alegres.  Eles vieram das profundas selvas afri­canas,  dos antigos quilombos brasi­lei­ros e das distantes ilhas do Caribe.

Quando chegam no terreiro soltam seus gritos de guerra: “Huia!”, “Hu­huia!”, “Hui!”.  Gostam de trabalhar com bom charuto, cachimbo, pembas co­loridas e ervas medicinais.  Tanto os Africanos como as Africanas são de rodar velozmente, enquanto movem os braços compassadamente, depois de várias voltas, dançam sozinhos ou acompanhados, alguns vão pra frente e pra trás, enquanto outros um pouco encurvados fazem passos parecidos com o samba; outros ainda de lado a lado. Enquanto dançam, é comum ver que não se despregam de “garrafa” de bebida ou de um copo de barro que contém a bebida,  ao mesmo tempo em que dançam, estão fumando e bebendo.

A sensação é que estamos falando com um Preto Velho, mas sem a presença do banquinho e das palavras doces.  Os Caboclos Afri­ca­nos usam linguagem mais firme, ex­pressões mais coloridas e palavras me­nos simbólicas.  Vão direto ao assunto. O povo Africano está composto em sua totalidade por espíritos de negros escravos provenientes das zonas bantus, preferentemente de Moçambique, Angola e Congo, que é de onde vem os primeiros grupos de escravos trazidos pelos portugueses, não existem “Africanos Nagôs”, “Africanos Yorubanos”, nem “Africanos  Fon ou Jeje”.

Os Africanos parecem uma mistura de Exu, Caboclo e Preto Velho mandingueiro, tudo junto.

Excelentes combatentes, guerrei­ros do Axé e da luz, muito invocados para desmanchar demandas e feitiços. Eles conhecem os mistérios da ciência da M’pemba (pemba), a qual utilizam no corte das ener­gias negativas com muita destreza. Também usam fubá de milho, carvão, farinha e café para de­senhar seus Pontos no chão. Nas giras não dispensam a fabricação de patuás, amuletos e outras man­din­gas de tra­dição para ajudar os neces­sitados.

Costumam di­vidir-se espiri­tual­men­te em sólidas famílias ou clãs como na Mãe África.  A mais co­nhe­cida é a dos “Arranca”, gru­po arredio de luta­dores das ma­tas, que literalmente arrancam as mazelas e miasmas astrais dos lugares e pessoas.

Seus integrantes mais conhecidos são: Arranca Toco, Arranca Cruzeiro, Arranca Pemba, Arranca Estrela, Arranca Caveira, Arranca Pimenta, Arranca Cobra, Arranca Feitiço, Arranca Calunga, Arranca Sepultura e Arranca Folhas.

Esta família é predominantemente masculina e não devemos confundir os “Arranca” Africanos com seus irmãos nativos brasileiros que também pos­suem o nome Arranca (Caboclo Arranca-Toco, por exemplo).

A magia dos felinos está bem repre­sentada na pessoa do poderoso Pan­tera Negra Africano e sua Falange.  Outros Caboclos Africanos tra­ba­lham sob o estandarte da Família Malê, como os Africanos Mussurumi, Lele Mussurumi e Assu­mano.

Na Família dos guerreiros Congos e Angolas estão os Africanos: Azambuja, Calungueiro, Macalé, Mezala e Zam­bará. A chefia da tropa está sob a lide­rança de Pai Simão Africano, como di­zem os mais velhos.

As Caboclas Africanas são autên­ticas amazonas.  Mulheres que lutavam com facão, lança e porrete ao lado dos homens. As mais famosas, que ainda baixam nas giras, são: Africana Rosa, Africana Maria, Africana Rosária e Afri­cana Matamba.

Detalhe interessante: o culto aos Caboclos Africanos é mais popular no sul do Brasil, Argentina e Uru­guai, regiões que receberam grande influência da cultura do negro bantu.  Terreiros de Umbanda Cruzada do Rio Grande do Sul, que trabalham com a tradição do Batuque, conhecem bas­tante as mirongas destas entidades.

Liturgia: Cores simbólicas (para velas, pa­nos e toalhas de oferendas): vermelho, branco, preto e roxo, pos­suem bastante influência dos Orixás Ogum e Omulu (Orixá que rege o Povo Africano).

Acessórios de gira: costu­mam vestir, sempre que o Terreiro permite, chapéu de palha, lenços no pescoço, colares (guias de trabalho) e lenços na cabeça (Africanas).

BEBIDAS QUE SE OFERECEM

Os Africanos são Entidades cujos gostos variam de acordo com o tipo de falange a que pertencem, não existe uma bebida única e geral que seja do agrado de todos. É melhor sempre que o próprio africano incorporado em seu médium seja quem peça a bebida que serve melhor para seus trabalhos espirituais.
A bebida mais aceita e oferecida nas “giras de Africano” são os vinhos, sendo mais popular o vinho tinto, geralmente aceitado por todos (quando não existe outra opção).  A bebida que segue a popularidade é o marafo (cachaça). Logo, existem diversas combinações feitas à base de marafo ou do vinho, de acordo com a Entidade:

– Vinho tinto, Vinho Branco, Cachaça;
– Vinho tinto com pimenta malagueta moída;
– Vinho tinto com Ají (pimenta) moída, pólvora e uma pitada de sangue,
– Vinho claro com uma pitada de pólvora e Ají;
– Cachaça com pólvora, pimenta malagueta, sangue, pó de pemba;
– Cachaça com ervas maceradas;
– Vinho com ervas maceradas.

As Africanas, gostam de beber Sidra, Vinho com mel, cachaça com mel o vinho com ervas, ainda que também aceitem estas bebidas puras (sem mistura).

O TABACO

As Entidades catalogadas como “Africanos” são Espíritos dos primeiros escravos que chegaram ao Brasil, especificamente daqueles que em vida foram grandes feiticeiros ou curandeiros. Eles já conheciam na África uma variedade de ervas que eram usadas para fumar em seus rituais. Ao chegar ao Novo Mundo, optam pelo uso da planta do tabaco, que era usada também pelos Pajés indígenas para seus transes. Além do mais, estes primeiros
Africanos não tinham contato com os índios, pois eles foram trazidos para que os indígenas não fossem submetidos aos trabalhos pesados nas plantações por pedido expresso dos “missionários”, o que não permitiu conhecer o cachimbo (pipa) que é uma invenção dos povos indígenas. Por tal motivo, o “Povo Africano” em geral fuma charutos, ainda que aceitem também cigarros de “tabaco negro e fumo de corda”, uma raridade que o Africano fume cachimbo; este implemento é usado principalmente pelos Pretos Velhos, que em sua maioria descende dos Africanos e que aprenderam bastante da cultura local pelos anos e gerações em cativeiro.

DIA DE FESTA ANUAL

O dia em que se realiza o festejo anual para o Povo Africano é o dia de São João, 24 de Junho, comemorando-se com grandes fogueiras, mesas fartas de bebidas e comida que logo se reparte entre a assistência. De acordo com o sincretismo, alguns Terreiros de Umbanda festejam no dia de São Cipriano (Padroeiro do Povo Africano), 16 de setembro. Outros realizam em ambas as datas.
No dia 24 de Junho, se costuma fazer uma grande fogueira. Logo, os Africanos que estão presentes, passarão caminhando por uma trilha cheia de brasas em vermelho vivo, uma demonstração de seu poder sobre o domínio do fogo.

DIA DA SEMANA

O dia da semana que se dedica ao Povo Africano é Segunda-feira.

ORIXÁ QUE REGE SOBRE ESTE POVO

O Orixá eu comanda esse povo é Omulu.

Alguns confundem os Pretos Velhos com esse Povo, inclusive se mesclam por também ser um Povo integrante da linha das Almas, mas deve-se deixar claro que os Pretos Velhos integram a Linha das Almas como falange ligada a Obaluaê.

COLARES (GUIAS)

As guias que são usadas pelos Africanos são colares de dentes de animais. Ainda que, quando o médium não pode conseguir um colar desse tipo utiliza uma guia de miçangas inteiramente vermelha.

COMIDAS QUE OFERECEM

– Feijoada
– Farofa feita com toicinho, azeite de dendê, ovo e sal;
– Ovos cozidos polvilhados com pimenta branca;
– Lingüiça e carne seca;
– Pirão;
– Canjica cozinhada com carne de porco, verduras e sal;
– Frango ou galinha de angola assada, cuja carne seja produto do sacrifício oferecido a estas Entidades;
– Recebem também diversas classes de frutas, dependendo do gosto de cada Entidade, as mais populares são as bananas.

ANIMAIS

Dentro da Umbanda tradicional, estas Entidades diretamente não chegam, fazem na Umbanda com influência africana ou “cruzada com kimbanda”, as que aceitam o sacrifício de animais e antigamente eram denominadas “macumba”. Existem casas que oferecem até animais de quatro patas aos Africanos, em “Umbandas” que têm mais orientação para “Omolokô” ou o “Candomblé de Caboclo”, no entanto, o mais popular é oferecer unicamente frangos de cor escura, de preferência preta. Igualmente me parece interessante oferecer uma lista dos animais que se podem oferecer:

– Porcos;
– Carneiros;
– Galinhas de angola;
– Frangos, galinhas ou galos escuros.

2 Responses to Africanos

  1. Wilson says:

    Os Animais.
    1)Existe nos animais um principio inteligente em evolução para o reino hominal, assim como o homem esta evoluindo moralmente e intelectualmente para o reino angelicó, os animais são nossos irmãos menores na escala evolutiva devemos Amar e Respeitar os animais.
    Somente pessoas maldosas e ignorantes de baixo nível evolutivo pode maltratar um pobre animal indefeso.
    Quem maltrata e mata covardemente animais, vai gerar para si mesma um Karma de sofrimentos, tormentos e dores em futuras reencarnações.
    Quem planta o mal vai colher o mal.
    Vejamos as palavras de Emmanuel sobre os animais.
    Sobre os animais, Emmanuel, através da psicografia de Chico Xavier, declara no capítulo XVII, no livro Emmanuel (FEB, 1983): “… Sou dos que os estudam atenta e carinhosamente. (…) E como o objetivo desta palestra é o estudo dos animais, nossos irmãos inferiores, sinto-me à vontade para declarar que todos nós já nos debatemos no seu acanhado círculo evolutivo. São eles nossos parentes próximos, apesar da teimosia de quantos persistem em o não reconhecer. (…) Recebei como obrigação sagrada o dever de amparar os animais na escala progressiva de suas posições variadas no planeta. Estendei até eles a vossa concepção de solidariedade e o vosso coração compreenderá, mais profundamente, os grandes segredos da evolução, entendendo os maravilhosos e doces mistérios da vida.”

    2)Vejamos as palavras de Chico Xavier sobre os animais.
    Um amigo perguntou ao Chico qual o animal mais evoluído espiritualmente e dele anotou a resposta:
    – É o cão. O cão desperta muito amor e é modelo de fidelidade. As pessoas que amam e cultivam a convivência com os animais, especialmente os cães, se observarem com atenção, verificarão que os vários espécimes são portadores de qualidades que consideramos quase humanas, raiando pela prudência, paciência, disciplina, obediência, sensibilidade, inteligência, improvisação, espírito de serviço, vigilância e sede de carinho, infundindo-nos a idéia de que, quanto mais perto se encontram das criaturas humanas, mais se lhes assemelham, preparando-se para o estágio mais próximo da hierarquia espiritual.
    Segundo o iluminado Espírito Emmanuel os animais são nossos parentes próximos, com sua linguagem, seus afetos e sua inteligência rudimentar.
    Chico Xavier respondendo a uma pergunta sobre os animais, disse:
    – Nossos benfeitores espirituais nos esclarecem que é preciso que todos nós consideremos que os animais diversos, a nos rodearem a existência de seres humanos em evolução no planeta Terra, são nossos irmãos menores, desenvolvendo em si mesmos o próprio princípio inteligente.
    Se nós, seres humanos já alcançamos os domínios da inteligência desenvolvendo agora as potências intuitivas, eles, os animais, estão aperfeiçoando paulatinamente seus instintos na busca da inteligência da mesma maneira que nós humanos aspiramos alcançar algum dia a angelitude na Vida Maior, personificada em nosso mestre o Senhor Jesus, eles, os animais aspiram ser num futuro distante homens e mulheres inteligentes e livres. Assim sendo, nós podemos nos considerar como irmãos mais velhos e mais experimentados dos animais.
    Deus outorgou aos homens a condição e proteção de nossos irmãos mais novos, os animais

    3) Veja o que os grandes Mestres falaram sobre os animais.

    Em meu pensamento, a vida de um cordeiro não é menos importante que a vida de um ser humano
    “Há muito de verdade no dito de que o homem se torna aquilo que come. Quanto mais grosseiro o alimento tanto mais grosseiro o corpo
    “A vivissecção é o pior de todos os piores crimes que o homem está atualmente cometendo contra Deus e sua bela criação.”
    “A grandeza de uma nação pode ser julgada pelo modo que seus animais são tratados.” – Mahatma Gandhi

    “A carne é o alimento de certos animais. Todavia, nem todos, pois os cavalos, os bois e os elefantes se alimentam de ervas. Só os que têm índole bravia e feroz, os tigres, os leões etc. podem saciar-se em sangue. Que horror é engordar um corpo com outro corpo, viver da morte de seres vivos.”
    “Enquanto o homem continuar a ser destruidor impiedoso dos seres animados dos planos inferiores, não conhecerá a saúde nem a paz. Enquanto os homens massacrarem os animais, eles se matarão uns aos outros. Aquele que semeia a morte e o sofrimento não pode colher a alegria e o amor.”
    “Os animais dividem conosco o privilégio de terem uma alma.” – Pitágoras

    “O homem implora a misericórdia de Deus mas não tem piedade dos animais, para os quais ele é um deus. Os animais que sacrificais já vos deram o doce tributo de seu leite, a maciez de sua lã e depositaram confiança nas mãos criminosas que os degolam. Ninguém purifica seu espírito com sangue. Na inocente cabeça do animal não é possível colocar o peso de um fio de cabelo das maldades e erros pelos quais cada um terá de responder.” –
    “Um homem só é nobre quando consegue sentir piedade por todas as criaturas”.
    “Todos os seres vivos tremem diante da violência. Todos temem a morte, todos amam a vida. Projete você mesmo em todas as criaturas. Então, a quem você poderá ferir? Que mal você poderá fazer?” – Buda

    Perguntamos Gandhi, Pitágoras e Buda são pessoas ignorantes e burras??????
    Gostaria de uma resposta.

    4) Vejamos o grave alerta de Ramatis.
    Em verdade, o principal objetivo de “Magia de Redenção” é advertir aos terrícolas, quanto à sua tremenda responsabilidade espiritual pelo derrame de sangue de animais e aves através de matadouros, frigoríficos, charqueadas e açougues, cuja barbárie “civilizada” gera cruciante carma humano e torna-se a principal fonte de infelicidade terrena. Enquanto sangue do irmão menor verter tão cruelmente na face da terra, os espíritos desencarnados também terão farto fornecimento de “tônus vital” para a prática nefanda do vampirismo, obsessão e feitiçaria. Sob a justiça implacável da Lei do Carma, a quantidade de sangue vertida pelos animais e aves, resulta, pela ação reflexa, em igual quantidade de sangue humano jorrado fratricidamente nos morticínios das guerras e guerrilhas! Cada matadouro construído no mundo proporciona a encarnação de um “Hitler” ou “Átila”, verdadeiros flagelos, semeadores de sofrimento da humanidade, como executores inconscientes da lei cármica, – a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória! Jamais a guerra será eliminada da face da terra, enquanto explorardes a “indústria da morte” mediante esses abomináveis matadouros e frigoríficos de aves e animais, pois estes, como os homens, são filhos do mesmo Deus e criados para a mesma felicidade. A Divindade não seria tão estuta e injusta, permitindo que o homem dito racional seja feliz enquanto massacrar o irmão menor, indefeso e serviçal, pois ele também sente!
    Ademais, os espíritos diabólicos que obsidiam, vampirizam e enfeitiçam, são os irmãos desencarnados ainda escravos da ignomínia do carnivorismo, tal qual fazeis atualmente. Em verdade, é bem diminuta a diferença entre os vampiros desencarnados, que se satisfazem com o sangue cru, e os vampiros encarnados, que preferem come-lo ou bate-lo até transforma-lo em chouriço de rótulo dourado! Infeliz humanidade terrena, ainda escrava de um círculo vicioso, em que os “vivos” dotados de razão trucidam os “vivos” irracionais para beber-lhes o sangue e devorar-lhes as carnes; e então, depois, enfrentam o cruciante sofrimento de verem os filhos ou parentes para o massacre organizado dos campos de batalhas! Estadistas, filósofos, psicólogos, sacerdotes, lideres espiritualistas e governos tem gasto toneladas de papel e rios de tinta em congressos, campanhas, empreendimentos e confraternizações para implantarem a paz do mundo e festejando tais congraçamentos com banquetes de vísceras sangrentas de aves e de animais, cujo sangue vertido é exatamente a causa da infelicidade das guerras! A Divindade jamais poderia rebaixar o seu espírito de justiça e de amor por todos os seres, concedendo a paz e a ventura ao homem racional, que firma a sua existência sobre os escombros sangrentos do irmão menor!
    Convertem-se os terrícolas em escravos do mundo oculto ao servir de “repastos vivos” dos espíritos tenebrosos, vinculados às paixões mais aviltantes! Por isso, o enfeitiçamento e a obsessão alastram-se no vosso mundo, nutridos pelo sangue derramado das aves, dos animais e dos próprios homens massacrados carmicamente nas guerras abomináveis! Jorra o sangue nos pisos dos matadouros e aviários modernos sob os gemidos cruciantes dos animais e aves indefesos; mas jorrará também o sangue humano nas ruas, praças, lares e campos floridos sob a lei de causa e efeito do Carma!
    Ramatis

    Ramatis explica muito bem essa questão de matar ou sacrificar pobres animais, isso vai gerar o Karma das guerras, os animais são nossos irmãos menores na escala evolutiva.
    Ramatis explica: Em verdade, o principal objetivo de “Magia de Redenção” é advertir aos terrícolas, quanto à sua tremenda responsabilidade espiritual pelo derrame de sangue de animais e aves através de matadouros, frigoríficos, charqueadas e açougues, cuja barbárie “civilizada” gera cruciante carma humano e torna-se a principal fonte de infelicidade terrena.
    Uma outra questão importante.
    Os espíritos de Luz ou espíritos elevados não precisam de coisas matérias, eles estão com seus pensamentos e sentimentos moralmente depurados, portanto, quem pede essas coisas matérias como, charutos, cigarros, velas, cachaça, despachos, sacrifícios de inocentes animais, são espíritos desencarnados ainda apegados a matéria e aos vícios e desejos terrenos, espíritos moralmente atrasados e muitos desses espíritos podem ser maldosos e obsessores, cuidado!
    Vejamos as palavras de Chico Xavier sobre essa questão.
    Para espíritos de luz, ou seja, espíritos superiores e puros, não existem necessidades materiais. Os espíritos que trabalham nos terreiros, em sua grande maioria, são aqueles que ainda guardam grandes necessidades das sensações terrenas e por isso usam os médiuns para absorvelas; quando não têm, fazem-no através dos despachos. São, na classificação da Doutrina Espírita, chamados de espíritos mais simples. É claro que existem aqueles outros que, mesmo tendo condição moral mais elevada,
    manifestam-se nos terreiros de Umbanda, guardando os procedimentos ali adotados.

    Chico Xavier fala, que os Espiritos de Luz não possuem necessidades matérias.
    Os espíritos elevados e os bons espíritos jamais vão pedir coisas matérias como, charutos, cachaça, despachos e sacrifícios de pobres animais, somente espíritos apegados a matéria é que pede tais absurdos.
    Os animais merecem o nosso respeito.
    Para atrair a assistência luminosa dos espíritos elevados temos que criar condições morais positivas, cultivar pensamentos elevados e nobres, cultivar a prece sincera, cultivar o amor e a caridade, cultivar a honestidade, cultivar a humildade, cultivar o respeito pelos animais, temos que combater as nossas imperfeições morais, combater os vícios, combater os maus desejos e maus hábitos, dessa forma a pessoa entra em sintonia com os Espiritos Superiores e passa a ter as orientações desses espíritos luminosos.
    O Bem vai atrair o Bem.
    A Virtude vai atrair a virtude.
    O mal vai atrair o mal.
    O vicio vai atrair o vicio.
    Tudo é uma questão de sintonia ou afinidade moral.
    Nesses ambientes que predomina o uso de charutos, cigarros, cachaça, despachos e sacrifícios de pobres animais, o campo vibratório é baixo e denso, as pessoas que estão nesses ambientes só tratam de assuntos matérias vulgares, assuntos sem elevação moral, assuntos como volta da pessoa amada, melhoria nos negócios, ter um bom emprego, ganhar dinheiro, sorte com as mulheres e os trabalhos para prejudicar os desafetos.
    Tais assuntos vão atrair pela sintonia vibratória dos pensamentos os espíritos desencarnados que estão apegados a matéria, espíritos moralmente atrasados e muitos desses espíritos podem ser maldosos, maliciosos, astutos, debochados, embusteiros e obsessores.
    Os espíritos elevados só tratam de assuntos nobres e importantes para nossa melhoria Moral e espiritual, eles pregam o Amor, a caridade, a honestidade, a educação, a disciplina, a elevação dos pensamentos, o respeito pelos animais, o desinteresse, os espíritos elevados são virtuosos em seus ensinamentos.
    Os espíritos elevados pregam as Virtudes e a elevação Moral.
    Os espíritos elevados ou espíritos de Luz pregam o amor e o respeito pelos animais, não esquecem disso.

    Como disse Ramatis.
    Convertem-se os terrícolas em escravos do mundo oculto ao servir de “repastos vivos” dos espíritos tenebrosos, vinculados às paixões mais aviltantes! Por isso, o enfeitiçamento e a obsessão alastram-se no vosso mundo, nutridos pelo sangue derramado das aves, dos animais e dos próprios homens massacrados carmicamente nas guerras abomináveis! Jorra o sangue nos pisos dos matadouros e aviários modernos sob os gemidos cruciantes dos animais e aves indefesos; mas jorrará também o sangue humano nas ruas, praças, lares e campos floridos sob a lei de causa e efeito do Carma!

    E Emmanuel disse.
    “… Sou dos que os estudam atenta e carinhosamente. (…) E como o objetivo desta palestra é o estudo dos animais, nossos irmãos inferiores, sinto-me à vontade para declarar que todos nós já nos debatemos no seu acanhado círculo evolutivo. São eles nossos parentes próximos, apesar da teimosia de quantos persistem em o não reconhecer. (…) Recebei como obrigação sagrada o dever de amparar os animais na escala progressiva de suas posições variadas no planeta. Estendei até eles a vossa concepção de solidariedade e o vosso coração compreenderá, mais profundamente, os grandes segredos da evolução, entendendo os maravilhosos e doces mistérios da vida.”

    Perguntamos.
    Ramatis e Emmanuel são ignorantes e burros??????
    Gostaria de uma resposta.
    Qual é a sua resposta???

    Quem planta o mal vai colher o mal.

    • Mukuiu N’Zambi! Vou responder dentro da doutrina Religiosa que professo, mesmo sabendo que o Irmão não vai entender meus argumentos, pois pelo que noto já tem sua opinião formada com base em sua doutrina. Primeiro quero salientar que este site tem como objetivo divulgação da teologia de religião de matriz africana. Conheço e respeito a teo-filosofia do espiritismo Kardecista, assim como o trabalho do espírito Emmanuel e Chico Xavier, principalmente no tocante às sua obras sociais, já Ramatis por sua vez está ligado a Umbanda Esotérica.
      A doutrina que a nossa Casa de Religião professa é a Umbanda (africanizada, com forte influência Jeje-Ijexá) e Nação Omolokô. Portanto é uma Casa de prática religiosas africanas. Não acho Emmanuel nem Ramatis burros, mas seus ensinamentos não fazem parte da doutrina de minha religião. Assim como Buda, Gandhi e outros grandes religiosos que marcaram a história não fazem parte nem da doutrina Kardecista ou Africanista e também não são burros. Burrice é não respeitar os costumes e opiniões diferente das nossas, mesmo que não concordemos.
      Os sacrifícios são um assunto polêmico. Os sacrifícios não fazem parte da maior parte das correntes Umbandistas,maior parte por que existem algumas poucas Casas que realizam. Eles são um preceito de culto de Nação como Candomblé, Batuque e Omolokô por exemplo. Possuem um sentido de “comunidade”, onde aquele animal abatido servirá de alimento à comunidade de um Terreiro, devendo a carne ser utilizada com a finalidade de alimentação dos frequentadores da Casa ou até mesmo doação, dependendo da quantidade. Os animais são tratados de maneira litúrgica, não havendo de forma alguma maus tratos com eles, não utilizando fêmeas prenhas ou com filhotes e fazendo o sacrifício de forma rápida e com rezas e cantos próprios expressando o respeito àquele ser que está sendo imolado para alimentar uma comunidade. O sangue derramado significa a entrega daquela vida aos Orixás, e o agradecimento pelo alimento. Esta prática é ancestral, e tem que se ter o entendimento que em Culto de Nações o Terreiro representa uma comunidade, como se fosse uma tribo, e na África a tribo tinha o status de família, onde a alimentação era considerada sagrada e deveria ser dividida com os Orixás, Voduns, Inkices, Bakuros, enfim com as divindades, como forma de agradecimento. Daí também se explica o sentido e a finalidade das oferendas. De maneira alguma as carnes de sacrifícios devem ser desperdiçadas, sendo inclusive, diversas vezes doadas a instituições de caridade.
      Quanto a consumir carne como alimento ser um fator de falta de desenvolvimento espiritual, isto eu acho meio controverso. Biologicamente falando o ser humano é Onívoro por natureza, e para suprir a falta da proteína da carne é necessário verdadeiros malabarismos nutricionais, os quais muitas vezes saem caros e muitas pessoas não tem condições de arcar. Aliás nunca soube que Jesus era vegetariano, mas ele mesmo disse para nos preocuparmos com o que sai de nossa boca e não com que entra nela.
      Em relação a plantar o mal não é de meu feitio, e nem de nenhum guia que labuta nesta Casa. O objetivo buscado aqui é a caridade com irmão necessitado, não só material mas principalmente espiritualmente. Procuramos nossa evolução espiritual e moral.
      Acho que o irmão teve uma visão errada do que pregamos. Creio que a sua busca seja a mesma que a nossa, mas inserida em uma teo-filosofia diferente. Enfim como disse inicialmente, sei que vai ser difícil você entender a nossa visão do sagrado, estaríamos falando linguas diferentes, mas não significa que não podemos nos respeitar.
      Por fim quero deixar claro que este site tem finalidade de divulgação da Religião de matriz africana, em especial o Omolokô, não cabendo discussões e críticas a respeito de fundamentos e doutrina de nehuma Religião. Portanto qualquer postagem que tenha este tipo de conteúdo não será aprovada. Axé!

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