Mìrán Orisás

Mìrán Orisás (Outros Orixás)


Axabó

Axabó é um Orixá feminino, cultuado na Bahia, mas pouco conhecido, é da família de Xangô, algumas vezes tratada até como sua versão feminina. De origem da região de Tapa e Nupê na África possui fundamentos muito parecidos com os de Xangô.

Olossá

Olossá na mitologia Yorubá é a dinvidade das lagoas e é cultuada no Brasil na lagoa do Abaeté, na bahia, juntamente com Iemanjá. Conta um Itã que Olokun, senhora das águas, consultou Ifá em uma época em que as águas não eram bastante para que alguém nelas lavasse o rosto. Se alguém recolhesse água em seu leito recolheria também areia porque ela estava pobre de água.

Olossá, a senhora das lagoas, também consulta Ifá em uma época em que suas águas não eram o bastante para que algúem nela quisesse lavar os pés, sujar-se-ia de lama e areia, pois havia na lagoa muita pouco água. Olokun e Olossá foram ambas até aos pés de Orumilá rogar-lhe para examinar os seus problemas, e ambas queriam tornar-se as maiores do mundo.

Orumila respondeu que se elas pudessem fazer as oferendas que ele escolheu para elas, suas vidas seriam um sucesso. Olokun fez as oferendas, ela empregou tudo que possuía, e até chegou a empregar-se como serva para completar as oferendas. Olossá também fez as oferendas com tudo que possuía,porém suas oferendas não foram completas porque ela não encontrou aonde trabalhar. Oxum, a senhora dos rios, elegante senhora do pente coral, consultou a Ifá no dia que iria conduzir todos os rios, pois os rios não sabiam em que direção seguir, não sabiam se iam para frente ou para atrás, e haviam pedido conselhos a Oxum.

Ifá respondeu: Tu Oxum vai a um certo lugar e neste lugar será muito bem recebida e os outros rios te seguirão. Nenhum outro rio poderá proceder-te em nenhum lugar onde estiveres presente….Oxum reuniu todos os rios e os rios a seguiram todos juntos. Quando chegaram a beira da lagoa [Olossá] eles cobriram completamente a lagoa e quando chegaram no mar [Olokun] encontraram-se com as águas salgadas e as cobriram. Foi colocada a questão: quem seria a rainha do mar?

Já que os rios junto com as lagoas misturaram-se com o mar? Eles discutiam aqui e acolá essa questão, então Olokun disse: não importa, pois o território em que vocês se encontram é meu. Então Olorum se manifestou:  A QUE POSSUI TERRITÓRIO É A RAINHA! com isso Olokun foi por direito a rainha. Olossá disse aos rios que se retirasem de suas terras e de suas águas, mas os rios não encontraram saída por onde passar, e permaneceram na lagoa. Assim sendo, Olossá foi eleita a segunda pessoa depois de Olokun junto com Oxum.

Olossá é muitas vezes tratada como uma qualidade de Iemanjá, Iemanjá Olossá ou Oloxá que é ligada Oxum e Nanã. Veste de verde claro e suas contas são branco cristal. É a Iemanjá mais velha da terra de Egbado, não há iniciados no Brasil, e seu culto é praticamente extinto.

Onilê

Onilê ou Onile é um Orixá do Candomblé. Significa o dono da casa.

Retratatado como um Orixá que carrega um saco nas costas e se apóia num cajado.

Onilê, contração de oni (senhor) e ilê (espaço), é o Senhor do Espaço: como a palavra ilê é compreendida na acepção física do espaço, trabalha com os domínios de Obaluaiê. Mas o conceito de ilê não se reduz à acepção física: afinal, e o fato de acolher a humanidade indica a importância do espaço. Onilê é o guardião da nossa moradia e o grande símbolo da sobrevivência, estreitamente associado a Ewá. A existência humana tem muitos aspectos – físicos, emocionais, mentais, espirituais – e Onilê oferece a base desta existência sendo, tanto no Aiyê quanto no Orun é o guardião deste espaço sagrado.

Iku

Obatalá, para criar os homens, os moldou a partir de um barro primordial; para isso pediu a autorização de Nanã, a venerável Orixá que tomava conta daquele barro. Os seres humanos, depois de moldados, recebiam o emi – sopro da vida – e vinham para a terra; aqui viviam, amavam, geravam novos homens, plantavam, colhiam, se divertiam e cultuavam as divindades.

Aconteceu, porém, que o barro do qual Obatalá moldava os homens foi acabando. Em breve não haveria a matéria primordial para que novos seres humanos fossem feitos. Os casais não poderiam ter filhos e a terra mergulharia na tristeza trazida pela esterilidade. A questão foi levada a Olorum.

Ciente do dilema da criação, Olorum convocou os Orixás para que eles apresentassem uma alternativa para o caso. Como ninguém pensasse uma solução, e diante do risco da interrupção do processo de criação dos homens, Olorum determinou que se estabelecesse um ciclo. Depois de certo tempo vivendo no Ayê, os homens deveriam ser desfeitos, retornando à matéria original, para que novos homens pudessem, com parte da matéria restituída, ser moldados.

Resolvido o dilema, restava saber de quem seria a função de tirar dos homens o sopro da vida e conduzí-los de volta ao todo primordial – tarefa necessária para que outros homens viessem ao mundo.

Obatalá esquivou-se da tarefa. Vários outros Orixás argumentaram que seria extremamente difícil reconduzir os homens ao barro original, privando-os do convívio com a família, os amigos e a comunidade. Foi então que Iku, até então calado, ofereceu-se para cumprir o designo do Deus maior. Olorum abençoou Iku. A partir daquele momento, com a aquiescência de Olorum, Iku tornava-se imprescindível para que se mantivesse o ciclo da criação.

Desde então, Iku vem todos os dias ao Ayê para escolher os homens e mulheres que devem ser reconduzidos ao Orum. Seus corpos devem ser desfeitos e o sopro vital retirado, para que, com aquela matéria, outros homens possam ser feitos – condição imposta para a renovação da existência. Dizem que, ao ver a restituição dos homens ao barro, Nanã chora. Suas lágrimas amolecem a matéria-prima e facilitam a tarefa da moldagem de outros homens.

Iku é, desde então, o único Orixá que tem a honra de baixar na cabeça de todas as pessoas que um dia passaram pelo Ayê. É por isso que no Axêxê, o ritual fúnebre que celebra, prepara e comemora a volta dos homens ao todo primordial, prestam-se homenagens a Iku – com cantos de júbilo e louvação que, mais que a morte, reafirmam o mistério maior; a possibilidade de outras e outras vidas.

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