Olokún

Olokun é o Orixá Senhor do mar, é andrógino, metade homem e metade-peixe, de caráter compulsivo, misterioso e violento. Tem a capacidade de transformar. É assustador quando irritado. Na natureza é simbolizado pelo mar profundo e é o verdadeiro dono das profundezas do presente, onde ninguém jamais esteve. Representa os segredos do fundo do mar, como ninguém sabe o que está no fundo do mar, apenas Olokun. Também representa a riqueza do fundo do mar e da saúde. Olokun é um dos Orixás mais perigoso e poderoso do culto aos Orixás.

Diz-se que ele foi acorrentado ao fundo do oceano, quando ele tentou matar a humanidade com o dilúvio. Sempre retratado com escudo. Seu culto é na cidade de Lagos, Benin e Ilê Ifé. Seu nome vem do yoruba Olokun (Olo: proprietário – Okun: Mar). Representa a riqueza dos fundos marinhos e a saúde.

No Brasil é cultuada como mãe de Iemanjá e dona do mar (Olokun).

É cultuada nas casas de candomblé tradicionais, mas não toma parte nas festas, não são entoados cânticos no “xirê”. É assentada mas não são “iníciados” iawos para este Orixá.

Com a vinda de sacerdotes africanos para o Brasil, hoje tenta-se resgatar o culto, porém sem identificação pelos fiéis. Talvez por não se ter conhecimento e sincretismo.

É homenageada durante a Festa de Iemanjá.

Este Orixá é uma força a ser temida quando contrariada. Em um itan, é descrita a insatisfação deste Orixá com a maneira em que Olorun distribuiu os domínios entre os Orixás. O argumento era que, desde que foi consignado a Olokún governar sobre os oceanos, e estes formam a maior parte do planeta, Olokún era mais poderoso que Olorun e assim era o Ser Supremo. Para demonstrá-lo, os oceanos começaram a criar ondas irrefreáveis e ominosas que tratavam de afogar a Terra e seus habitantes.

Olokún tem se tornado um Orixá tão popular, que hoje mora em muitos Ilês. Esta expansão tem causado certo dano muito lamentável ao Orixá, notadamente pela falta de conhecimento dos Sacerdotes sobre seu culto.

Em princípio, Olokún deve ser mantido numa área da casa onde haja pouco tráfego, de preferência possuindo um quarto em separado.

 É proibido permanecer diante de Olokún inapropriadamente vestido ou trajando roupas pretas, havendo uma exceção: durante um ebó de determinado Odu. Nunca alguém deve se dirigir a Olokún em roupas íntimas ou que deixem o corpo exposto. Ademais, devemos estar seguros de estarmos ritualmente “limpos” antes de nos dirigirmos a este Orixá. Do mesmo modo, praguejar e usar linguagem de baixo calão são ofensivos para este Orixá.

 É importante dizer que não devemos fixar a vista diretamente dentro do vaso de Olokún e que os assentamentos nunca devem ser limpos na frente daqueles que não são iniciados em seu culto.

As oferendas para Olokún são levadas ao oceano. Quando o oceano não estiver à disposição então o lago, o rio ou o canal poderão substituí-lo. Olokún é a divindade dos oceanos, mas por extensão, também é o Orixá de todas as águas.

 Os adimus – oferendas de comida— preferidos de Olokún são porco frito e tiras de bananas verdes fritas. Olokún gosta também de akará—bolos fritos de feijão fradinho, de ekuru arô—um tipo de pão de forma, feito de feijão fradinho cozido ao bafo dentro de folhas de bananeira, egbojá—um prato feito com milho moído, porco e/ou camarões secos, peixe defumado coberto com molho de tomate e cebola ou com um molho verde feito com salsinha e outros condimentos; melancias e melões de todo tipo, uvas vermelhas, melado de cana, côco grelhado com melado de cana e canela.

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